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sábado, 13 de outubro de 2012

Policiais de UPP prendem chefe do tráfico da parte baixa da Rocinha

Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha prenderam, na tarde deste sábado (13), Rodrigo Belo Ferreira, de 30 anos, o Rodrigão, apontado como chefe do tráfico da parte baixa da favela de São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, desde a prisão do traficante Antonio Bonfim Lopes, o Nem, Rodrigão vinha assumindo o comando na venda de drogas daquela região. Contra ele há mandados de prisão por tráfico de entorpecentes.
A polícia informou ainda que Rodrigão foi localizado em uma casa na localidade conhecida como Roupa Suja após agentes receberem denúncia de moradores da Rocinha. Ele estava com uma pistola 9 milímetros e um carregador, mas não resistiu a prisão, ainda de acordo com os policiais.
Um homem identificado como Rafael dos Santos Martins de Souza, de 23 anos, que estava com Rodrigão no momento da chegada da polícia, também foi preso, segundo os agentes.
O caso foi registrado na 14ª DP (Ipanema).
Desaparecimento de modelo e invasão a hotel
O Disque-Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 2 mil por informações que levassem a captura de Rodrigão. Segundo informações do Disque-Denúncia, Rodrigão estaria envolvido no desaparecimento da modelo Luana Rodrigues e da amiga dela, Andressa Oliveira, na Rocinha, e teria participado da invasão ao Hotel Intercontinental, em São Conrado, em agosto de 2010.
A invasão ao hotel ocorreu após criminosos trocarem tiros com a polícia na Rua Aquarela do Brasil, no mesmo bairro. De acordo com a polícia, a quadrilha que invadiu o local era chefiada pelo traficante Nem. Uma mulher morreu e quatro policiais militares ficaram feridos durante o tiroteio. Trinta e cinco pessoas foram feitas reféns pelo grupo. Dez suspeitos foram presos.

UPP da Rocinha
Inaugurada oficialmente em 20 de setembro, a UPP da Rocinha é a maior da cidade. Cerca de 100 câmeras vão ajudar a monitorar a comunidade e 700 policiais patrulham cerca de 840 mil metros quadrados de área, dividida em 25 localidades menores. A sede foi construída no Parque Ecológico, no alto da comunidade. Inicialmente, o comando da UPP funciona em quatros contêineres perto da entrada do parque, enquanto oito bases avançadas ficam em pontos estratégicos.
No interior dos contêineres onde fica a base provisória da unidade, os policiais têm acesso a todo o bando de dados do Disque-Denúncia e sabem quais os criminosos estão sendo procurados pela polícia. Os PMs também têm acesso a um mapa com toda a geografia da comunidade e conseguem visualizar, por meio dos rádios instalados nas carros da PM com GPS, onde cada policial está, em tempo real.
Desde a ocupação pelas forças de segurança, em novembro de 2011, 13 assassinatos foram registrados na Rocinha, 12 deles em 2012. Duas vítimas eram policiais militares. Todos os crimes foram esclarecidos por investigações em até 48 horas e com a ajuda da população.
Na comunidade, o patrulhamento feito por motocicleta é fundamental para garantir a eficácia do trabalho dos policiais, já que, segundo o coronel Rogério Seabra, 92,25% da Rocinha não é patrulhável por veículos de 4 rodas.
Há 12 anos na Polícia Militar, o comandante da UPP da Rocinha é o major Edson Santos, que já comandou equipes quando era integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e quando fazia parte do policiamento na Barreira Fiscal do Estado.
A prisão de Nem
Apontado como chefe do tráfico de drogas da Rocinha, Nem foi preso na madrugada de 10 de novembro de 2011, na Lagoa, Zona Sul da cidade, quando tentava fugir da Rocinha escondido no porta-malas de um carro Toyota Corolla preto. O veículo em que estava foi abordado por policiais do Batalhão de Choque que faziam uma blitz em um dos acessos à favela.
No dia anterior, os traficantes Carré, Coelho e outros suspeitos foram presos durante uma ação da Polícia Federal na Zona Sul. Entre os presos estavam três civis e dois ex-PMs, que escoltavam o bando que tentava fugir da Rocinha.
Três dias após a prisão de Nem, policiais militares, civis e federais, com o apoio de fuzileiros navais, ocuparam as favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu.
No dia 19 de novembro do ano passado, Nem foi transferido do presídio de Bangu I, na Zona Oeste do Rio, para a unidade prisional em Campo Grande, com outros três traficantes: Flávio Melo dos Santos, Carré e Coelho.

fonte: G1

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