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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Estudante paquistanesa baleada pode se recuperar, dizem médicos britânicos




ISLAMABAD, 15 Out (Reuters) - A estudante paquistanesa baleada por homens armados do Taliban tem todas as chances de uma "boa recuperação", disseram médicos britânicos nesta segunda-feira, depois que Malala Yousufzai chegou a um hospital no centro da Inglaterra para tratamento.
Malala, atacada por defender a educação para meninas, foi levada de avião do Paquistão para receber tratamento no Hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, em uma unidade especializada em lidar com casos complexos de trauma que atendeu, inclusive, centenas de soldados feridos no Afeganistão.
"Os médicos acreditam que ela tem uma chance de ter uma boa recuperação em todos os níveis", disse o doutor Dave Rosser, diretor do hospital, acrescentando que seu tratamento e reabilitação poderão levar meses.
Imagens de TV mostraram uma paciente, que poderia ser a menina, sendo levada de uma ambulância para dentro do hospital, rodeada por uma grande equipe médica.
Agora, ela passará por exames para revelar a extensão de seus ferimentos, mas Rosser disse que não poderia fornecer mais detalhes sem o seu consentimento.
Cirurgiões paquistaneses removeram uma bala de perto de sua medula espinhal durante uma cirurgia de três horas no dia seguinte ao ataque na semana passada, mas agora ela precisa de cuidados intensos para a recuperação.
O tratamento da estudante deve incluir reparação de ossos danificados em seu crânio e um complexo acompanhamento neurológico.
"As lesões de ossos do crânio podem ser tratadas com muito sucesso pelos neurocirurgiões e os cirurgiões plásticos, mas é o dano na circulação de sangue no cérebro que vai determinar a sequela a longo prazo", disse o consultor em cirurgias de trauma do Barts Health NHS Trust de Londres, Duncan Bew.
SEGURANÇA DE MALALA É PRIORIDADE
Malala não só precisará de tratamento médico, mas de segurança.
Os funcionários do hospital e governo se recusaram a dar detalhes sobre as medidas de segurança que seriam colocadas em prática para proteger Malala, mas um porta-voz do Ministério do Interior disse que a segurança dela era "uma prioridade tanto para o Paquistão como para o Reino Unido".
Um porta-voz do hospital disse que não há medidas adicionais, mas como a unidade tratou militares britânicos, ela já tinha uma "segurança bastante robusta".
Um ataque de cerca de 50 militantes contra um posto policial perto da cidade de Peshawar, na noite de domingo, destacou a luta do Paquistão para conter o Taliban e seus aliados. Pelo menos seis policiais foram mortos.
Malala, uma estudante alegre que queria se tornar médica antes de aceitar a vontade do pai para buscar ser política, tornou-se um poderoso símbolo de resistência contra os esforços do Taliban para privar as meninas de educação.
Paquistaneses realizaram alguns protestos e vigílias com velas, mas a maioria dos funcionários do governo se absteve de criticar publicamente o Taliban pelo ataque, no que os críticos dizem ser uma falta de resolução contra o extremismo.
Opositores do governo do Paquistão e militares dizem que o atentado é outro exemplo de falha do Estado em combater a militância, a maior ameaça para a estabilidade do país do sul asiático com armas nucleares.
O ataque contra Malala aconteceu após anos de campanha que colocaram a menina contra um dos mais cruéis comandantes talibans do Paquistão, Maulana Fazlullah.
Fazlullah e sua facção do Taliban paquistanês assumiram o Vale do Swat, terra natal de Yusufzai, em 2009, após chegar a um acordo com o governo que lhes deu o controle de facto do ex-ponto turístico.
Fazlullah impôs a versão austera do islã do Taliban na região, explodiu escolas para meninas e publicamente executou aqueles considerados imorais. O Exército posteriormente lançou uma grande ofensiva em Swat, forçando muitos combatentes do Taliban a fugir.
Os homens de Fazlullah se espalharam através da fronteira com o Afeganistão. No início deste ano, eles sequestraram e decapitaram 17 soldados paquistaneses em uma das várias incursões transfronteiriças, que se tornaram uma nova dor de cabeça para o Paquistão.
Malala continuou falando apesar do perigo. Conforme sua fama cresceu, Fazlullah tentou de tudo para silenciá-la. O Taliban publicou ameaças de morte nos jornais e as colocou debaixo da porta dela. Mas ela ignorou.
O Taliban diz que é por isso que eles mandaram assassinos, apesar de um código tribal proibindo o assassinato de mulheres.
Fontes do Taliban disseram que Fazlullah ordenou dois homens especializados em assassinatos de alto perfil para matar Yousufzai.
O Taliban do Paquistão, que está ligado à Al Qaeda, vem lutando há anos para derrubar o governo apoiado pelos Estados Unidos e estabelecer o tipo de regime imposto em Swat.
Os Estados Unidos e outros aliados ocidentais que dão ao Paquistão bilhões de dólares em ajuda vêm pressionando Islamabad para reprimir mais duramente o Taliban, a Al Qaeda e outros grupos que formaram uma complexa teia de militância.

Viracopos: voos são retomados após acidente

Após 40 horas, Infraero anuncia retomada de pousos e decolagens no aeroporto de Campinas, no interior de São Paulo


A Infraero informou, no final da tarde desta segunda-feira, que a pista interditada no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, interior de São Paulo, desde sábado, foi liberada para pousos e decolagens às 17h35. No último sábado, um avião cargueiro apresentou problemas no trem de pouso e bloqueou as operações no aeroporto. 

A liberação da pista, segundo a Infraero, ocorreu após uma inspeção. A empresa mais prejudicada pela interdição foi a Azul Linhas Aéreas. Até esta tarde a empresa já tinha cancelado 470 voos. Por causa disso, a empresa foi obrigada a cancelar as vendas de passagens para algumas decolagens, mas não precisou quais.

Essa situação permanecerá, no mínimo, até o final desta semana, segundo a assessoria da Azul. Os passageiros que comprarem passagens para voos que posteriormente forem cancelados podem entrar em contato com a empresa para renegociar a passagem. 

Veja as orientações do Procon para o consumidor nesta situação

Aos seus clientes, a Azul pede para que não se dirijam ao Aeroporto de Viracopos e que confirmem o status de seu voo por meio dos canais de atendimento da companhia – via telefone 4003-1118, site ou nas lojas da empresa.


Fonte:Band



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Resumo - Avenida Brasil - (Segunda Feira 15/10/2012) cena

Resumo da última semana da novela Avenida Brasil, resumo do próximo capítulo Avenida Brasil, AssistirCapítulo da novela Avenida Brasil.



Anjo ou demônio? Santiago mostra sua cara -  Santiago (Juca de Oliveira) ressurgiu na vida de Lucinda (Vera Holtz) após longos anos e, com ele, os mistérios do passado começaram a vir à tona novamente.
Quando está perto de seu antigo amor ele não economiza em carinho e atenção, mas será um amor real? Será este o verdadeiro Santiago?
Fique ligado nas emoções finais de Avenida Brasil e descubra no capítulo desta segunda-feira, dia 15 de outubro.

Nina e Jorginho ficam com pé atrás com Santiago – Santiago foi atrás da família Tufão no Divino, mas parece que Nina e Jorginho estranharam essa atitude. Será que eles sabem algo sobre o avô de Jorginho? Fique ligado no capítulo desta-segunda-feira, 15/10.
Carmem Lúcia não esconde desprezo por Santiago – Abatida, Carminha parece não estar gostando nadinha da companhia do pai. Descubra o porquê no capítulo desta segunda-feira, 15/10 de Avenida Brasil

Fonte

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Dilma sanciona lei que regulamenta as cotas nas universidades federais

Rio de Janeiro, 15 out (EFE).- A lei que obriga às universidades federais a oferecer metade de suas vagas para alunos de escolas públicas, assim como para negros e índios, foi publicada nesta segunda-feira no "Diário Oficial da União". "Esta lei contribui para saldar uma dívida histórica do Brasil com nossos jovens mais pobres", afirmou hoje a presidente Dilma Rousseff no programa de rádio "Café com a Presidenta". As 59 universidades federais do país terão que aplicar a lei imediatamente para a seleção dos alunos para os cursos do próximo ano, destacou a presidente. A lei estabelece que 12,5% das matrículas universitárias serão reservadas para cotistas em 2013. Esse percentual terá que ser elevado nos anos seguintes até chegar a 50% em 2016. A política de ação afirmativa reserva para os alunos procedentes de escolas públicas a metade das cotas nas universidades públicas federais do país. A iniciativa busca impedir que alunos procedentes de escolas particulares, em geral com qualificações superiores às das escolas públicas, consigam a maioria das vagas nas universidades públicas. "Nosso objetivo, com essa lei, é ampliar o acesso às nossas universidades e aos nossos institutos federais para os jovens das escolas públicas, para os negros e para os índios. Essas universidades e os institutos estão entre os melhores do país e, muitas vezes, as pessoas vindas das escolas públicas têm dificuldade de ter acesso à universidade pública", afirmou a presidente. A lei também prevê que entre os estudantes de escolas públicas admitidos nas universidades, selecionados segundo suas notas, serão oferecidas cotas específicas para aqueles que se declararem negros, mulatos, índios ou procedentes de famílias de baixa renda. Dessa forma, metade das cotas será oferecida para os estudantes com as melhores notas que comprovarem uma renda familiar inferior a um salário mínimo e meio por mês (R$ 933) independente da etnia, e a outra metade aos que alegarem critérios étnicos, de forma proporcional à distribuição das etnias em cada estado do país. Em estados como a Bahia, com o maior percentual de população negra do Brasil, o critério favorecerá aos afrodescendentes, enquanto os indígenas serão os maiores beneficiados nos estados amazônicos. A maioria da população brasileira se declarou afrodescendente no Censo de 2010, algo inédito desde que o país começou a compilar estatísticas populacionais em 1872. Segundo o último censo, dos 190,8 milhões de brasileiros, 50,7% são negros ou mulatos, 47,7% são brancos, 1,1% são de origem asiática e 0,4% são indígenas. Antes da aprovação da lei, 32 das 59 universidades federais já contavam com sistemas de favorecimento para os candidatos mais pobres e 25 já possuíam cotas étnicas. A entrada em vigor da lei coincidiu com rumores de que Dilma estaria analisando uma iniciativa de estender as cotas aos concursos para a seleção de funcionários públicos. As políticas de cotas foram declaradas constitucionais neste ano pelo Supremo Tribunal Federal em um julgamento no qual se pronunciou sobre uma reivindicação do partido Democratas (DEM) contra o sistema por considerá-lo sem sentido em uma sociedade etnicamente diversa como a brasileira. EFE cm/rpr/rsd



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